(Source: les-miserable, via loveandpalmtrees)


2 hours ago / 4,345 notes / © les-miserable / Reblog

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Quase que por um impulso, ela escrevia, escrevia de tudo, por tudo e para tudo, como uma forma de dizer ‘empresta cá teu peito porque a dor não tá cabendo só no meu’. Via um pássaro mais verde do que os outros ia logo descrevê-lo desde a cor até o canto, e se via um casal mais assanhado que o outro, ia logo comparar a doçura do amor com a inquietude da paixão. Dependia do encanto, da pequenez, de enxergar a cada minuto uma beleza diferente, em situações diferentes, com gente diferente. E via mais beleza na moradora de rua do que na rainha do pop. Encontrava o mais belo que poderia achar para definir vida na grandeza do olhar de uma criança qualquer e conseguia fazer da mais estranha canção um hino a ser repetido pelos quatro cantos do mundo. Fazia líricas com detalhes, mas não era detalhista. Ia se fortalecendo a cada repulsa que tinha com as feiuras que reparava cá ou lá, e escrevia sobre a Lua, e sobre a saudade, e sobre a brisa leve que jogava seus cabelos para trás e embaraçava-os todos. E embaraçava-se com as palavras, buscava sinônimos de sentimentos, mas nunca encontrava ao certo expressões que definissem exatamente o que por hora estava a pensar. Era num pé só que surpreendia a si mesma, e fazia novos conhecidos, e mandava notícias, e quase que de forma antiquada, escrevia cartas que nunca seriam entregues. E também usava de vai e vens, repetia caminhos só para ver se encontrava alguma mudança por lá. Tinha gente que deixava uma vontade de ver outra vez e também tinha gente que passava despercebido, gente essa que a despedir era a melhor atitude. Mas não era antipática, escrevia simpatia, demonstrava atenção e fazia sorrir o padeiro da esquina e fazia chorar o filho da patroa, e fazia pensar o padre da igrejinha e fazia apaixonar-se o vizinho. Era um ‘auê’ só todas as vezes que decidia escrever sobre o jogo de futebol, mas também escrevia sobre as bailarinas do programa de televisão, mas não assistia televisão, preferia vida ao vivo, que pudesse ser visto e tocado, vivido e cheirado, como o buquê de rosas vermelhas que recebera outro dia de sei lá quem com um bilhete amassado escrito uma frase pequena e assinatura anônima. E gostava do cheiro de chuva também, esse era difícil de escrever sobre. Do barulho de chuva também era apreciadora, e das flores molhadas ao amanhecer, e do orvalho, e do sereno, e do serenar. Ficava por horas observando o Sol se por e quando por fim o rei dos céus desaparecia na imensidão, ela com um gesto de humildade abaixava a cabeça e agradecia por mais um dia de vida. Não fazia a mínima questão de ser notada, gostava da quietude, preferia notar os outros e anotar sobre eles. (…) deixou herança, e deixou cartas, e lamentações, e recados suicidas de dias ruins, e declarações de amor para o carinha que morava do outro lado da rua, e deixou também ‘eu te amo’s’ que nunca teve coragem de dizer à mãe, escritos com grafia bonita, e deixou nostalgias boas para quem a conheceu. E viveu. E andou. E aproveitou uma vida a qual poucos vivem. Uma vida de verdade, sem aumentativos, tudo na simplicidade. E não se arrependeu. E amou, e teve amor, e passou amor, e morreu em paz.
E daí o mundo abrigou um grande exemplo de vida, que não precisou de fama para fazer da vida um palco perfeito.  

Quase que por um impulso, ela escrevia, escrevia de tudo, por tudo e para tudo, como uma forma de dizer ‘empresta cá teu peito porque a dor não tá cabendo só no meu’. Via um pássaro mais verde do que os outros ia logo descrevê-lo desde a cor até o canto, e se via um casal mais assanhado que o outro, ia logo comparar a doçura do amor com a inquietude da paixão. Dependia do encanto, da pequenez, de enxergar a cada minuto uma beleza diferente, em situações diferentes, com gente diferente. E via mais beleza na moradora de rua do que na rainha do pop. Encontrava o mais belo que poderia achar para definir vida na grandeza do olhar de uma criança qualquer e conseguia fazer da mais estranha canção um hino a ser repetido pelos quatro cantos do mundo. Fazia líricas com detalhes, mas não era detalhista. Ia se fortalecendo a cada repulsa que tinha com as feiuras que reparava cá ou lá, e escrevia sobre a Lua, e sobre a saudade, e sobre a brisa leve que jogava seus cabelos para trás e embaraçava-os todos. E embaraçava-se com as palavras, buscava sinônimos de sentimentos, mas nunca encontrava ao certo expressões que definissem exatamente o que por hora estava a pensar. Era num pé só que surpreendia a si mesma, e fazia novos conhecidos, e mandava notícias, e quase que de forma antiquada, escrevia cartas que nunca seriam entregues. E também usava de vai e vens, repetia caminhos só para ver se encontrava alguma mudança por lá. Tinha gente que deixava uma vontade de ver outra vez e também tinha gente que passava despercebido, gente essa que a despedir era a melhor atitude. Mas não era antipática, escrevia simpatia, demonstrava atenção e fazia sorrir o padeiro da esquina e fazia chorar o filho da patroa, e fazia pensar o padre da igrejinha e fazia apaixonar-se o vizinho. Era um ‘auê’ só todas as vezes que decidia escrever sobre o jogo de futebol, mas também escrevia sobre as bailarinas do programa de televisão, mas não assistia televisão, preferia vida ao vivo, que pudesse ser visto e tocado, vivido e cheirado, como o buquê de rosas vermelhas que recebera outro dia de sei lá quem com um bilhete amassado escrito uma frase pequena e assinatura anônima. E gostava do cheiro de chuva também, esse era difícil de escrever sobre. Do barulho de chuva também era apreciadora, e das flores molhadas ao amanhecer, e do orvalho, e do sereno, e do serenar. Ficava por horas observando o Sol se por e quando por fim o rei dos céus desaparecia na imensidão, ela com um gesto de humildade abaixava a cabeça e agradecia por mais um dia de vida. Não fazia a mínima questão de ser notada, gostava da quietude, preferia notar os outros e anotar sobre eles. (…) deixou herança, e deixou cartas, e lamentações, e recados suicidas de dias ruins, e declarações de amor para o carinha que morava do outro lado da rua, e deixou também ‘eu te amo’s’ que nunca teve coragem de dizer à mãe, escritos com grafia bonita, e deixou nostalgias boas para quem a conheceu. E viveu. E andou. E aproveitou uma vida a qual poucos vivem. Uma vida de verdade, sem aumentativos, tudo na simplicidade. E não se arrependeu. E amou, e teve amor, e passou amor, e morreu em paz.

E daí o mundo abrigou um grande exemplo de vida, que não precisou de fama para fazer da vida um palco perfeito.  

(via deteriorate-d)


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(Source: twititah, via memorias-amargas)


2 hours ago / 1,034 notes / © twititah / Reblog

"Talvez seja você. A vida vai dizer. De qualquer forma: Obrigada por me fazer dormir sorrindo." — Clarissa Corrêa.     (via re-novada)

(Source: p-l-e-n-i-t-u-d-e, via memorias-amargas)


2 hours ago / 14,946 notes / © p-l-e-n-i-t-u-d-e / Reblog

(via memorias-amargas)


2 hours ago / 6,707 notes / © amoreamor / Reblog

(Source: illestflow, via loveandpalmtrees)


2 hours ago / 8,129 notes / © illestflow / Reblog

Doe muito ver você longe de mim. 

(Source: queridociumes, via deteriorate-d)


2 hours ago / 75 notes / © queridociumes / Reblog

(Source: weheartit.com, via loveandpalmtrees)


2 hours ago / 1,937 notes / © br0nzing / Reblog

(via loveandpalmtrees)


2 hours ago / 3,238 notes / © fashion-laces / Reblog

nada-poeta:

Eu nunca fui o tipo de pessoa que as pessoas fizessem questão de se aproximar, a cada dia que passa eu vejo uma a uma se afastar, mais e mais. Eu só gostaria de ter alguém que estivesse comigo, que nunca se afastasse, que por mais que eu errasse, ainda estivesse comigo, que não desistisse de mim. Eu nunca fui um tipo de pessoa que despertasse interesse nas outras, nunca fui o tipo de pessoa totalmente certa. Eu erro, eu erro muito, eu assumo meus erros, mas algumas pessoas ainda não tem o dom de perdoar, eu já vacilei muitas vezes, já magoei pessoas que eu nunca tive intenção de magoar, já machuquei pessoas que eu nunca quis machucar, mas eu acho que elas deveriam tentar me entender um pouco, só um pouco já seria suficiente, que não desistissem de tentar me ajudar, que não me abandonasse quando eu mais precisasse. Eu vi as pessoas partindo, jogando na minha cara que estavam indo embora por culpa minha. Eu nunca disse um “a”, eu não disse nada quando ás vi partindo, eu deixei, na esperança que voltassem, que talvez nem virar a esquina virassem, mas elas se foram, de verdade. Nem sequer deixaram eu dar minha explicação. Sempre me acusando de ser a culpada de tudo, como se eles nunca tivessem me magoado, como se eles nunca tivesse me ferido, mas sim, eles me feriam, me magoavam e eu não abria a boca para falar nada, por mais que eu estivesse certa. Eu sempre deixei passar quando pisavam feio na bola comigo, enquanto isso, eles me julgavam sem parar por alguns erros meus, me criticavam e eu ainda assim aguentava tudo calada, eu não queria brigar por bobagens nossas, mas isso virou uma bola de neve, começou por uma coisa pequenina e foi aumentando, eu não aguentei mais, quando vi a pessoa que mais amava também partindo, eu resolvi colocar tudo pra fora, dizer verdades na cara de cada um, coisa que eu nunca havia feito e eles mereciam ter ouvido a muito tempo, eu não me importei se eles ligariam para aquilo, se ficariam com mais raiva ainda, talvez fosse a primeira vez que eu não me importasse com o que pensariam ou achariam de mim, eu disse tudo o que queria, tudo o que mereciam ouvir e acredite, foi a melhor coisa que fiz em toda minha vida.
(Nada Poeta)

nada-poeta:

Eu nunca fui o tipo de pessoa que as pessoas fizessem questão de se aproximar, a cada dia que passa eu vejo uma a uma se afastar, mais e mais. Eu só gostaria de ter alguém que estivesse comigo, que nunca se afastasse, que por mais que eu errasse, ainda estivesse comigo, que não desistisse de mim. Eu nunca fui um tipo de pessoa que despertasse interesse nas outras, nunca fui o tipo de pessoa totalmente certa. Eu erro, eu erro muito, eu assumo meus erros, mas algumas pessoas ainda não tem o dom de perdoar, eu já vacilei muitas vezes, já magoei pessoas que eu nunca tive intenção de magoar, já machuquei pessoas que eu nunca quis machucar, mas eu acho que elas deveriam tentar me entender um pouco, só um pouco já seria suficiente, que não desistissem de tentar me ajudar, que não me abandonasse quando eu mais precisasse. Eu vi as pessoas partindo, jogando na minha cara que estavam indo embora por culpa minha. Eu nunca disse um “a”, eu não disse nada quando ás vi partindo, eu deixei, na esperança que voltassem, que talvez nem virar a esquina virassem, mas elas se foram, de verdade. Nem sequer deixaram eu dar minha explicação. Sempre me acusando de ser a culpada de tudo, como se eles nunca tivessem me magoado, como se eles nunca tivesse me ferido, mas sim, eles me feriam, me magoavam e eu não abria a boca para falar nada, por mais que eu estivesse certa. Eu sempre deixei passar quando pisavam feio na bola comigo, enquanto isso, eles me julgavam sem parar por alguns erros meus, me criticavam e eu ainda assim aguentava tudo calada, eu não queria brigar por bobagens nossas, mas isso virou uma bola de neve, começou por uma coisa pequenina e foi aumentando, eu não aguentei mais, quando vi a pessoa que mais amava também partindo, eu resolvi colocar tudo pra fora, dizer verdades na cara de cada um, coisa que eu nunca havia feito e eles mereciam ter ouvido a muito tempo, eu não me importei se eles ligariam para aquilo, se ficariam com mais raiva ainda, talvez fosse a primeira vez que eu não me importasse com o que pensariam ou achariam de mim, eu disse tudo o que queria, tudo o que mereciam ouvir e acredite, foi a melhor coisa que fiz em toda minha vida.

(Nada Poeta)


2 hours ago / 7 notes / © nada-poeta / Reblog

nada-poeta:

Eu acho que deveria parar de correr atrás de você, cansei sabe? Cansei de ser idiota e ficar correndo atrás de quem não dá nenhum passo por mim. Cansei de ficar aqui todos os dias imaginando coisas que nunca irão acontecer, ficar imaginando conversas que nunca acontecerão. Simplesmente cansei de sofrer por alguém feito você, um tremendo idiota, que nunca deu valor em mim, nunca deu valor nos sentimentos que senti por você. Nunca deu valor em nada que fiz pra você, que fiz por você. Nesse momento deve estar com os amigos ou com aquela vadia que você vive pegando. Eu só espero que ninguém faça com você o que você fez comigo. Não, minto. Eu quero que façam com você tudo o que fez comigo, para você ver o quanto dói ter o coração partido, o quanto dói ter alguém brincando com teus sentimentos e não dando valor em nada do que você fez para agrada-la. 
(Nada Poeta)

nada-poeta:

Eu acho que deveria parar de correr atrás de você, cansei sabe? Cansei de ser idiota e ficar correndo atrás de quem não dá nenhum passo por mim. Cansei de ficar aqui todos os dias imaginando coisas que nunca irão acontecer, ficar imaginando conversas que nunca acontecerão. Simplesmente cansei de sofrer por alguém feito você, um tremendo idiota, que nunca deu valor em mim, nunca deu valor nos sentimentos que senti por você. Nunca deu valor em nada que fiz pra você, que fiz por você. Nesse momento deve estar com os amigos ou com aquela vadia que você vive pegando. Eu só espero que ninguém faça com você o que você fez comigo. Não, minto. Eu quero que façam com você tudo o que fez comigo, para você ver o quanto dói ter o coração partido, o quanto dói ter alguém brincando com teus sentimentos e não dando valor em nada do que você fez para agrada-la. 

(Nada Poeta)


2 hours ago / 3 notes / © nada-poeta / Reblog

youremyfirework:

 Sabe quando você sente vontade de desistir de tudo e recomeçar?

youremyfirework:

 Sabe quando você sente vontade de desistir de tudo e recomeçar?

(Source: thrillions)


2 hours ago / 2,787 notes / © thrillions / Reblog

"Tu me pede pra te amar e eu digo que não, tu me xinga, chora e bate a porta, diz que eu sou uma filha da puta que não tem nem amor próprio, eu sorrio e aceno com a cabeça, tu sabe que eu não tenho amor próprio mesmo, tu sabe que eu não tenho amor nenhum. Tantas pessoas nessa merda de mundo e tu vem pedir pra eu te amar? Justo eu? Porra, não enche vai, pega um cigarro, se joga do sétimo andar, morre de verdade mas não morre de amor, isso não presta, tu entende? Isso é uma droga, porque se tu ama tu automaticamente exige reciprocidade, tem ideia do que é isso? Ninguém ama ninguém de volta, se toca, amanhã tu tá se lamentando e querendo o amor de outra, te completa primeiro, de comida, ácool, sono ou o quer for, te completa sozinho mas não peça pra alguém te completar. É que a gente só se fode nessa vida, baby, anota aí que é pra não esquecer. A gente só se fode." — Marília E. (heyeverybody)


2 hours ago / 9 notes / © heyeverybody / Reblog

"Talvez eu seja apenas mais uma na vida dele. Mas talvez eu seja o motivo dos teus sorrisos. Talvez eu seja apenas uma garota qualquer pra ele, sem importância. Mas talvez seja em mim que ele pense o dia todo. Talvez ele nem sequer saiba meu nome. Mas talvez ele não saiba só meu nome, mas sim todos meus gostos, tudo sobre mim. Talvez ele nem ligue pra minha existência. Mas talvez morreria pra me salvar. Talvez ele só me comprimente por educação. Mas talvez ele comprimente com vontade de dizer tudo o que sente. Talvez eu tivesse que parar de pensar no talvez. E começar a pensar mais na realidade, que no caso é, ele não pensa em mim como eu penso nele, muito menos me ama, como eu amo ele[…]" — Nada Poeta (via nada-poeta)

(via nada-poeta)


2 hours ago / 14 notes / © nada-poeta / Reblog

Wonderland it's here,
and u can come.


Se você tivesse chegado antes, eu não teria notado. Se demorasse um pouco mais, eu não teria esperado. Você anda acertando muita coisa, mesmo sem perceber. Você tem me ganhado nos detalhes e aposto que nem desconfia. Mas já que você chegou no momento certo, vou te pedir que fique. Mesmo que o futuro seja de incertezas, mesmo que não haja nada duradouro prescrito pra gente. Esse é um pedido egoísta, porque na verdade eu sei que se nada der realmente certo, vou ficar sem chão. Mas por outro lado, posso te fazer feliz também. É um risco. Eu pulo, se você me der a mão.

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